O Ministério da Saúde vem adotando práticas diferenciadas para prevenir e combater doenças. Um movimento que está resgatando a qualidade de vida e bem estar das pessoas através de ações simples que agregam valor e significado ao cotidiano. As Praticas Integrativas e Complementares, fazem parte deste movimento, pois são sistemas e recursos terapêuticos que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de doenças e da recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

Corpo e mente: um Ser só?

No século 17, o filósofo René Descartes deixou um dos seus legados mais profundos: o pensamento de que mente e corpo são realmente distintos. Ele chegou a essa conclusão alegando que ambos são de naturezas diferentes, portanto, um pode existir sem o outro. Este argumento deu origem a algumas dúvidas, pois como a mente pode fazer com que alguns dos membros do nosso corpo se movam e como os órgãos sensoriais do corpo podem causar sensações na mente quando suas naturezas são completamente diferentes?

A concepção de que o Universo fosse entendido como um sistema mecânico, constituído de partes separadas, determinou a maioria das Ciências que até hoje defendem este pensamento, interferindo, principalmente, no entendimento de saúde e, consequentemente, no seu atendimento. Esse conceito apenas mostra que determinados genes ocasionam doenças como câncer, diabetes, doenças mentais e até a criminalidade, não considerando os quesitos emocional e espiritual, apenas o orgânico. Questionar este tipo de pensamento é o primeiro passo para compreender as práticas naturais de bem-estar hoje.

centro de terapias Evoluir- se (1)

Um dos princípios das práticas naturais é a percepção da vida como um sistema que se baseia na inter-relação e interdependência de todos os fenômenos físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais, considerando uma visão integradora que resulta da relação entre o indivíduo e suas amplas relações com o meio ambiente, em contínua atividade e mudança. Portanto, a doença, seguindo a lógica dessa percepção, seria uma manifestação de desordem de vários níveis no organismo.

As práticas naturais se encarregam de promover a saúde através do estímulo à auto-regulação orgânica que se associa ao estilo de vida. Elas avaliam o ser humano física e energeticamente, considerando os padrões emocionais individuais, elegendo estratégias terapêuticas adequadas ao apresentado, numa visão multidimensional.

As Práticas Integrativas Complementares fazem um resgate das práticas mais antigas, ao mesmo tempo sem negar os avanços da medicina convencional. Aos poucos, elas ganham evidências científicas e vencem a resistência de profissionais mais ortodoxos. Portanto, não se surpreenda se, ao entrar em algum hospital, você encontrar uma placa indicando um setor de acupuntura ou até mesmo de yoga.

Reconhecimento do uso de Medicinas Tradicionais e Complementares

Desde 1995, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o valor do uso de Medicinas Tradicionais e Complementares -conjunto de sistemas, práticas e produtos de uso clínico, não considerado como prática médica convencional- e incentiva os países a utilizarem, pesquisarem e criarem políticas públicas observando os requisitos de segurança, eficácia, qualidade, uso racional e acesso. No Brasil, o Ministério da Saúde denominou de Práticas Integrativas Complementares (PIC) e abrangem recursos terapêuticos complexos, cujos sistemas compreendem o ser humano de uma forma multidimensional e preconizam o autocuidado para promover, recuperar e manter a saúde.

O Sistema Único de Saúde (SUS) credencia clínicas e profissionais que atuam com estas práticas, tornando se mais uma alternativa de promoção de saúde e que pode ser utilizada pela população através do sistema. Vários profissionais da área da Saúde, principalmente médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, têm procurado conhecimento e habilidades para complementar as terapias em suas clínicas, evidenciando o valor e efetividade de tais terapias como promotoras de saúde. Entretanto, o credenciamento de espaços terapêuticos pelo SUS tem pouca amplitude e a própria população vem exigindo qualidade, eficácia e eficiência nas terapias oferecidas nos poucos estabelecimentos que as oferecem.

E essa procura da população por esses recursos terapêuticos alternativos é resultado de um movimento que se identifica com novos modos de aprender a praticar a saúde, e que ao mesmo tempo se descontenta com os serviços disponibilizados pelos convênios de saúde, principalmente com o alto valor gasto nos tratamentos e consultas médicas. Mas o que prepondera neste movimento, além do fator financeiro, é o desejo de participar ativamente de um processo capaz de mostrar que são possíveis outras formas de cuidar de nós mesmos e dos outros, de forma mais humana e espiritual, sendo corpo e mente um ser só.

 

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